O SEST SENAT ampliou sua rede de atendimento no Rio Grande do Sul com a inauguração, nesta quinta-feira (25), da Unidade Operacional de Cachoeira do Sul. Instalada em uma das principais regiões logísticas do estado, a estrutura terá capacidade para realizar mais de 53 mil atendimentos anuais em saúde, qualificação profissional e qualidade de vida para trabalhadores do transporte, seus familiares e a comunidade.
A cerimônia de inauguração reuniu representantes do Sistema Transporte, autoridades públicas, empresários e lideranças do setor. Construída em um terreno de 10 mil metros quadrados, a Unidade possui área edificada de 1.832,42 m² e amplia a presença do SEST SENAT na região central do estado.
Durante a solenidade, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou que a nova Unidade amplia as oportunidades de formação profissional e fortalece o setor ao investir nas pessoas.
Participaram da cerimônia o diretor executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira; o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT no Rio Grande do Sul e da FETERGS (Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Sul), Hugo Fleck; o presidente da Fetransul (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul), Francisco Cardoso; o presidente da ABTC (Associação Brasileira de Logística, Transportes e Cargas), Newton Gibson; além de representantes de entidades do transporte, autoridades civis e militares, empresários e lideranças regionais.
A Unidade oferece atendimentos em odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, além de ambientes destinados à qualificação profissional, com salas de aula, espaço para educação a distância (EaD) e simulador de treinamento. A capacidade é de mais de 34 mil matrículas presenciais por ano. O projeto também incorpora soluções sustentáveis, como sistema de geração de energia por placas fotovoltaicas e reaproveitamento da água da chuva.
Está instalada entre as BRs 153 e 290 e a ERS-403.
Com informações de Agência CNT Transporte Atual
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
A regra amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem comprometer a saúde mental dos empregados.
A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada.
Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho.
O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas às regras da NR-1 sobre riscos psicossociais.Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias.
A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).
As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo.
Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1.
Fonte: G1
A ABTI participou, nesta terça-feira (23/6), do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC), promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em parceria com a CNT, a NTC&Logística e a própria Associação. O evento reuniu representantes do setor público e privado em um espaço institucional de diálogo técnico voltado ao fortalecimento e à modernização das operações transfronteiriças.
A Diretoria da ABTI esteve representada pela vice-presidente executiva, Gladys Vinci; pelo 2º vice-presidente de Gestão Coordenada de Fronteiras, Danilo Guedes, que também representou a NTC&Logística; e pelos diretores Cássio Sampaio Barros e Júlia Borghetti, que participaram ativamente dos painéis e debates ao longo da programação.
Convergência entre poder público e iniciativa privada
Durante o primeiro painel, dedicado ao panorama atual do TRIC, o superintendente da SUROC, José Aires Amaral, apresentou dados que demonstram o crescimento de 12,3% do transporte rodoviário internacional entre 2024 e 2025, índice significativamente superior ao registrado pelos demais modais no mesmo período.
Representando a ABTI, o diretor Cássio Sampaio Barros participou do debate ao lado do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi. Em sua manifestação, destacou a importância do encontro como um ambiente de construção conjunta entre setor público e privado.
“Esse é, sem dúvida, o caminho mais eficiente para construirmos soluções equilibradas e sustentáveis”, afirmou.
Cássio também ressaltou que o transporte internacional possui características próprias em razão da interação com diferentes legislações e mercados. Nesse contexto, chamou atenção para os impactos de medidas internas, como as alterações nas regras de descanso dos motoristas, a reoneração da folha de pagamento e a reforma tributária, que podem comprometer a competitividade das empresas brasileiras frente aos operadores estrangeiros.
Facilitação do comércio e integração dos controles
O segundo painel foi dedicado à integração e à desburocratização dos processos públicos. O Instituto Procomex apresentou seu trabalho e iniciativas voltadas à facilitação do comércio exterior com base em estudos e mapeamentos realizados junto ao setor privado. Já Receita Federal e Vigiagro/MAPA destacaram os esforços para conciliar segurança e fiscalização com maior integração e simplificação dos procedimentos para os operadores.
Competitividade e desafios operacionais
O terceiro painel tratou dos desafios operacionais e seus reflexos sobre a competitividade do setor. A diretora da ABTI, Júlia Borghetti, representou a Associação no debate, ao lado de Danilo Guedes, que também atua como vice-presidente de Relações Internacionais da NTC&Logística, do consultor de comércio exterior e associado da ABTI Eduardo Simas e do auditor da Receita Federal Antônio Márcio, coordenador técnico do CT-2.
Custos “escondidos” nas operações transfronteiriças foram destacados como um desafio na construção do valor do frete. Além disso, a necessidade de maior digitalização dos processos fiscalizatórios e as diferentes interpretações normativas entre países e fronteiras foram levantados como fatores que impactam diretamente a formação dos custos do transporte.
Corredores logísticos e integração regional
O quarto painel concentrou-se nas perspectivas de integração regional e desenvolvimento dos corredores logísticos. Representantes da Infra S.A., dos Ministérios dos Transportes e das Relações Exteriores e da área internacional da ANTT discutiram temas como a adaptação do Programa OEA para garantir benefícios efetivos aos operadores certificados, os impactos do Corredor Bioceânico e das Rotas de Integração Sul-Americana e o papel do Plano Nacional de Logística no fortalecimento da infraestrutura e da conectividade regional.
Fronteiras como oportunidades
O painel de encerramento foi mediado pela vice-presidente executiva da ABTI, Gladys Vinci, e teve como foco as fronteiras como pontos de oportunidades e desenvolvimento para o transporte internacional.
Participaram das discussões o gerente-geral da Multilog, Francisco Damilano, que apresentou os investimentos em infraestrutura e os projetos em desenvolvimento nos portos secos; a consultora de projetos do Procomex, Mariana Gomes, que detalhou os avanços do CRT Eletrônico; e representantes da ANTT, Maycon Casal, Coordenador de Transporte Internacional, e Hugo Leonardo, Superintendente de Fiscalização, que apresentaram iniciativas de facilitação regulatória, integração de dados e propostas em discussão no âmbito do Mercosul voltadas à simplificação das operações e ao reconhecimento mútuo de informações e documentos.
Homenagens
Além dos debates, o encontro prestou homenagens a personalidades e instituições que marcaram a história do setor.
Uma delas reconheceu a contribuição pioneira da Coral Transportes, primeira empresa a realizar uma operação internacional sem transbordo e a obter permisso para o transporte internacional. A homenagem foi entregue simbolicamente a Eduardo Rebuzzi, que iniciou sua trajetória profissional na empresa e cujo pai foi um de seus sócios.
Também foi prestada homenagem ao servidor da ANTT Edson Schmidt, falecido há 12 anos, cuja atuação foi marcante na fiscalização do transporte internacional, na formação das equipes da Agência e no relacionamento construído com os operadores e com as demais pessoas ao seu redor ao longo de sua trajetória.
Ao apoiar e participar ativamente do 1º Encontro do TRIC, a ABTI reforça seu compromisso com a construção de soluções conjuntas entre setor público e iniciativa privada, em favor da competitividade, da integração regional e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Agradecemos e parabenizamos a ANTT pelo evento e por disponibilizar e fomentar esse espaço técnico para o setor.
A gravação completa do evento está disponível no Youtube da Agência. Assista: https://www.youtube.com/watch?v=LYDMxSkU8IY
As apresentações serão compartilhadas no link conforme disponibilizadas: ACESSE.
Confira as fotos do evento aqui.