Infelizmente, aos olhos da ABTI, o Dia do Trabalho chega em meio a reclamações e reinvindicações que atingem o fluxo do comércio exterior. Em vez de celebrarmos e reconhecermos ao valor e a dignidade do trabalho, nos vemos forçados a presenciar situações adversas que chegam a impedir o direito de exercer nossas funções.
As mobilizações de servidores públicos vêm se perpetuando por meses. E, nestes dias que antecedem o feriado do 1º de Maio, percebemos mais um recrudescimento das ações nas aduanas. O resultado foi um acúmulo de veículos nos recintos alfandegados e transtornos operacionais em cadeia — justamente no momento em que o principal discurso das lideranças internacionais é reduzir os tempos ociosos e dar mais agilidade ao fluxo. Termos como “eficiência”, “desburocratização”, “competitividade” e “redução de custos” parecem só palavras vazias.
A greve é um direito legítimo se exercido com responsabilidade. É justificável o colapso gerado para ganhar atenção? Ou o objetivo é demonstrar força? Não haveria outras formas de reivindicar avanços junto ao governo? Provavelmente tenham tentado todas.
Surge assim outro questionamento, até quando os governos irão ignorar os impactos acumulados dessa mobilização? Até quando deixarão de tratar com seriedade os pleitos que minam a competitividade, afetam os investimentos e tornam os países parceiros comerciais pouco confiáveis?
Será que no 1º de Maio ouviremos apenas palavras sobre a valorização do trabalhador, enquanto tantos estão à mercê da incapacidade de articulação do setor público?
O mercado de comércio exterior é pautado pela exigência de agilidade, atualização constante e dedicação. Como atender essas imposições quando o ambiente operacional é instável e desrespeitoso?
Diante da situação, a ABTI reitera sua solidariedade aos operadores prejudicados e seu pedido por ações imediatas das autoridades competentes. Defender o trabalho começa por garantir e respeitar o direito de todos.
O Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assinou ontem (28/4) contrato com a Caixa Econômica Federal para apoio na elaboração dos termos de referência necessários à contratação dos anteprojetos de três novas pontes internacionais ligando o Rio Grande do Sul à Argentina.
As pontes conectarão os municípios de Porto Mauá a Alba Posse, Tiradentes do Sul a El Soberbio e Itaqui a Alvear. Atualmente, a travessia entre essas localidades é feita exclusivamente por balsas.
A parceria com a Caixa visa dar suporte técnico ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para viabilizar a construção das estruturas.
Os termos de referência são o primeiro passo para fazer os anteprojetos que serão doados à União para viabilizar a construção.
O vice-governador Gabriel Souza ainda explicou que, para a elaboração dos documentos, será necessário fazer topografia e batimetria no Rio Uruguai. Para isso, é fundamental a colaboração do governo argentino para que os trabalhos possam acontecer.
Com investimento de R$ 553 mil, o contrato com a Caixa contempla a elaboração dos termos de referência, além de análise e assessoria nos projetos de engenharia das pontes. A expectativa é que, ao longo dos próximos dois anos, sejam concluídos os anteprojetos, permitindo que o governo gaúcho encaminhe os documentos à União e busque recursos para a execução das obras, seja por meio do orçamento federal, seja por financiamentos internacionais
Com informações de Governo do Estado
Foto: Vitor Rosa/Secom
As delegações do Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul acordaram um prazo de 180 dias para o início da fiscalização efetiva das novas regras para o transporte de produtos perigosos no bloco. A decisão foi tomada durante a VI Reunião Ordinária da Comissão Técnica do SGT-5, realizada nos dias 22 e 23 de abril, da qual a ABTI participou como representante do setor privado brasileiro.
A medida marca a implementação gradual da Decisão CMC nº 15/19, que atualizou o “Acordo para Facilitação do Transporte de Mercadorias Perigosas no Mercosul”. Até o início da fiscalização obrigatória, a abordagem terá caráter educativo, com foco na identificação de dificuldades práticas e na orientação dos operadores sobre os pontos mais críticos do novo regulamento.
Redução de multas em dólares
Outro tema central da reunião foi a proposta de redução das multas previstas no Protocolo de Infrações e Sanções do ATIT. O acordo, firmado em 2019, visa diminuir pela metade os valores das sanções aplicadas em dólares, mas sua implementação segue pendente da formalização pela Bolívia.
A representação da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) participou da discussão, destacando os esforços da Secretaria-Geral e o compromisso demonstrado pelo novo representante boliviano em avançar com a assinatura. Ainda assim, as delegações expressaram preocupação com a demora, visto a necessidade de rodada de assinaturas e internalização de cada país, e concordaram em fixar o dia 4 de junho (data da plenária do SGT-5) como prazo limite antes de considerar alternativas para assinatura do Protocolo de Infrações e Sanções como um acordo de alcance parcial.
Maior celeridade na tramitação da redução das multas também foi um pleito reforçado pelo Conselho Empresarial de Transporte de Cargas por Rodovias do Mercosul e Chile (CONDESUL). O grupo, que reúne entidades representantes do setor privado dos países, sendo a ABTI um dos membros brasileiros, defende que a aplicação do acordo seja retroativa à data do acordo, melhor atendendo os transportadores do bloco.