O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está alertando para bloqueios totais e parciais em rodovias no Rio Grande do Sul gerado por conta das chuvas.
BR-290
Há bloqueio total sobre a ponte do Arroio Bossoroca, localizada no km 353,9 da BR-290/RS, entre o entroncamento com a BR-392/RS e o município de Vila Nova do Sul, na manhã desta terça-feira (17).
O nível da água subiu, chegando até a estrutura principal da ponte. A intervenção tem a finalidade de garantir a segurança dos usuários da rodovia. Como rota alternativa, recomenda-se a utilização das BR-158/RS e BR-392/RS, passando por Santa Maria.
BR-287
Na BR-287/RS, na rota que abrange os municípios de Santa Maria e São Borja, a ponte sobre o Arroio Divisa, localizada no km 337 está totalmente bloqueada. A interrupção é em decorrência do rompimento da cabeceira da travessia.
A previsão é de que até a noite desta terça-feira o trânsito seja liberado.
Como rota alternativa, o DNIT orienta utilizar a RS-241 e a RS-377, retornando para BR-287/RS, passando por São Francisco de Assis.
Na Várzea do Rio Toropi, km 312,4 da BR-287/RS, entre os municípios de São Pedro do Sul e São Vicente do Sul, o tráfego de veículos opera em sistema de Pare e Siga devido ao elevado nível da água sobre a várzea. Equipes monitoram o local.
Ambos os pontos estão devidamente sinalizados.
No âmbito do Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul, o Grupo de Trabalho sobre Transporte Terrestre de Mercadorias Perigosas (GTMP) esteve reunido no dia 3 de junho e avançou em definições importantes para a harmonização dos procedimentos de fiscalização no transporte internacional de produtos perigosos.
Entre os principais pontos acordados, destaca-se que a implementação plena das disposições previstas na Decisão CMC nº 15/19 será iniciada em 1º de janeiro de 2026. Os órgãos fiscalizadores e o setor privado de cada país terá até a data para adaptar-se às novas regras para fiscalização no bloco.
Cartilha de fiscalização conjunta
Durante a reunião, a delegação da Argentina apresentou a proposta de uma Cartilha de Instruções para a Fiscalização do Transporte Internacional de Produtos Perigosos, documento que servirá como guia prático para os agentes fiscalizadores dos países membros do Mercosul.
-A cartilha deverá ter apêndices que abordam:
-Documentação obrigatória, identificação dos veículos e equipamentos exigidos;
-Regras específicas para o transporte de quantidades limitadas;
-Modelos de ficha de emergência e de comprovante de capacitação dos motoristas;
-Orientações sobre a simbologia obrigatória nos veículos e o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
A ABTI elogiou a iniciativa e destacou o caráter didático e operacional da cartilha. O tema seguirá em debate nas próximas agendas do GTMP, com o objetivo de avançar na consolidação dos materiais técnicos e normativos.
Reconhecimento do CITV brasileiro
Outro ponto de destaque foi a concordância de que os países devem respeitar os Certificados de Inspeção Técnica Veicular (CITV) emitidos nos países de origem do transporte.
A decisão é especialmente relevante para o Brasil. Atualmente, o CITV brasileiro não diferencia veículos de carga geral daqueles que transportam produtos perigosos embalados, já que não há exigências técnicas distintas nesse caso.
A delegação brasileira relatou ocorrências de retenções e autuações de veículos brasileiros na Argentina, motivadas pela ausência, no CITV, de menção específica ao transporte de produtos perigosos.
Diante da exposição, a delegação argentina reconheceu que as fiscalizações devem respeitar a normativa do país de origem e que não devem ser aplicadas multas nesses casos, já que regras unificadas para o CITV ainda não foram internalizadas em todo bloco.
A definição é um passo importante para evitar interpretações equivocadas e garantir maior segurança jurídica ao setor.
Foto: Miguel Perfectti/Getty Images via Canva
O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC), na fronteira com Bernardo Irigoyen (AR), voltou a superar sua própria marca histórica de movimentação de veículos. Em maio de 2025, foram registradas 2.427 liberações de veículos em operações de importação e exportação, novo recorde mensal desde a inauguração da aduana.
A tendência de crescimento no fluxo logístico da unidade já havia sido apontada em outubro de 2024, quando a marca de 2.237 veículos foi atingida. No entanto, em abril de 2025, esse número foi ultrapassado com 2.289 veículos, sendo novamente superado em maio.

Em 2024, a unidade havia encerrado o ano com 22.927 veículos, um salto de 47% frente a 2023. Os resultados de 2025 porém, apontam para um fluxo superior. O acumulado de janeiro a maio de 2025 soma 10.763 veículos, o que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os dados de 2025, destacam-se as 5.725 importações – desde o ano anterior em crescimento e impulsionadas pelo tratamento tributário diferenciado ofertado pelo estado de SC - e 4.949 exportações.
As operações constituem uma movimentação de US$ 347,7 milhões. A Argentina é o principal parceiro comercial atendido, representando 72% do total de importações e exportações. Em seguida, o Chile responde por 13% das importações e 23% das exportações.