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A ABTI segue acompanhando as dificuldades enfrentadas pelos transportadores brasileiros no Complexo Terminal de Cargas (COTECAR), em Paso de los Libres, especialmente após a implementação do pagamento eletrônico obrigatório da tarifa de estadia do recinto.

A mudança veio acompanhada do aumento da taxa de estacionamento, mas sem qualquer melhoria perceptível na infraestrutura, na agilidade operacional ou nas condições oferecidas aos motoristas. Pelo contrário, mais de quarenta dias após a adoção do novo sistema, persistem filas e atrasos para os veículos em operação, submetendo todos os profissionais envolvidos na operação a condições incompatíveis com a relevância estratégica da fronteira para o comércio exterior do Mercosul.

Os meios de pagamento seguem sendo uma problemática. O pagamento ocorre obrigatoriamente no momento da saída do veículo do recinto, influenciando diretamente na formação de filas. A Associação apresentou várias sugestões buscando minimizar os impactos operacionais da medida. Entre elas, pedidos para melhor gestão do fluxo de pagamentos, alternativas eletrônicas mais compatíveis com a realidade das transportadoras brasileiras e a implementação de guichês ou mecanismos prévios de quitação antes da movimentação dos veículos, como ocorre em outras fronteiras. Entretanto, não houve acolhimento efetivo dessas propostas.

Embora a disponibilização do pagamento via PIX para os brasileiros demonstre boa vontade, a solução segue limitada, já que depende da utilização de contas pessoais dos motoristas (vinculadas a seus CPFs) e de um cadastro no “posnet” (dispositivo para aceitar pagamentos) na hora que demanda tempo em um local onde deveria ser garantido um fluxo ágil, longe de atender à dinâmica operacional das transportadoras.

Como consequência, passou a surgir também a prática inadequada de contratação de terceiros com contas argentinas para realizar os pagamentos, situação que novamente transfere mais custos ao setor privado, por meio da cobrança de taxas de intermediação apenas para viabilizar uma obrigação operacional criada sem a devida adaptação à realidade dos estrangeiros.

A situação evidencia, mais uma vez, a dificuldade histórica da fronteira de Paso de los Libres em compreender e incorporar as necessidades do setor transportador às decisões operacionais adotadas por órgãos públicos e pela administração do recinto. O setor privado, que efetivamente sustenta o fluxo comercial e transporta as riquezas que circulam entre os países do Mercosul, continua sendo submetido a procedimentos pouco eficientes, sem diálogo prático e sem disposição concreta para construção de alternativas viáveis.

É importante destacar que a ABTI jamais se posicionou contra a adoção de mecanismos eletrônicos. Da mesma forma, o atual reajuste da tarifa de estacionamento foi compreendido pela Associação como uma medida legítima, desde que acompanhada de melhorias operacionais e estruturais compatíveis com os valores e com a relevância do recinto.

No entanto, até o presente momento, não se verificou qualquer evolução concreta neste sentido. Os pleitos apresentados pela Associação à administração do COTECAR, às autoridades argentinas responsáveis e mesmo às autoridades brasileiras, seguem sem respostas efetivas.

A ABTI repudia a desatenção e a postura irredutível demonstrada pelas autoridades diante da realidade operacional da fronteira, ignorando os impactos causados à competitividade do comércio internacional da região.

R. dos Andradas, 1995 - Santo Antônio
Uruguaiana - RS - Brasil
Cep: 97502-360
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